Soluções de publicação de vídeo

Por imperativos profissionais tive de passar revista à oferta do mercado em matéria de publicação de vídeo na Internet. Interessava-me conhecer as plataformas, os serviços, as condições e as mais valias de cada uma.

Socorri-me da Wikipédia que tem um comparativo, mas também do website VidCompare, que faz a apresentação de empresas que prestam serviços ao sector empresarial.

Existem claramente dois momentos na evolução deste sector, o primeiro em 2005, altura em que se regista um boom de soluções (Youtube, Vimeo, Blip.tv, etc.), e um segundo, a partir de 2008 e também 2009, marcado pela oferta do HD. Agora quase todas as plataformas têm ou estão a oferecer qualidade superior no vídeo. Neste mesmo período, começaram a surgir empresas de cobertura mais modesta, mas muito mais especializadas e orientadas para nichos do mercado. A aposta no vídeo/ televisão é forte, até porque todas as estimativas apontam para uma procura cada vez maior. Em recente entrevista à SIC, Jeoffrey Cole, do Digital Center For the Future, responsável pelo relatório Internet Project, classificava  de ávida a procura do vídeo.  A expressão usada na entrevista é mesmo: “As pessoas procuram desesperadamente os vídeos”.

O que caracteriza a maioria destes serviços na Internet é a possibilidade de publicar, partilhar, embeber, comentar vídeos. Depois existem plataformas que postam forte na web sindicação, outras que exploram o vídeo marketing. Outras ainda, como a Kaltura, trabalham a vertente de vídeo patchwork, permitindo a mistura, recriação, colagem e reconstrução de vídeos.

Segue uma lista dos nomes mais sonantes e uma breve caracterização.

Alexa rank: 4

O Youtube dispensa apresentações, tal a popularidade de que goza. Impõe limites de 2GB e 10 minutos de vídeo. Não permite editar os vídeos, mas permite editar informação adicional (metadados), links e embeber. A plataforma não deixa fazer o download, mas não faltam plug-ins associados a browsers para o realizar. É um serviço gratuito e desde 2008 avançou para o HD, o que fez baixar as críticas à sua qualidade frente a concorrentes. Também este mês, fez melhorias na plataforma dos canais. É mais fácil personalizar e organizar o canal. Em questão de canais, apesar da recente remodelação, as templates são pobres e por cada conta só é possível um canal. Além disso, o nome do canal, uma vez criado, não é alterável.

Têm indicações de apoio a todos os que desejem promover marca/ empresa na plataforma. Também permitem que as empresas patrocinem vídeos via AdWords, tecnologia Google que tem vindo a integrar. É obviamente uma escolha importante para quem quer chegar à sua audiência.

Quando o barco é maior, maior parece ser a tormenta. Youtube tem sido criticado por sectores que apontam falhas ao seu processo de controlo do copyright.

Alexa rank: 85

O Dailymotion caracteriza-se por ser um serviço de partilha, tal como o Youtube, e de publicação para o público em geral. Entre nós não é tão conhecido, mas tem uma posição importante no rank dos mais visitados.
Permite embeber os vídeos em blogs, websites e redes sociais.
Distingue o utilizador comum (limite de 150MB ou 20 minutos de vídeo), o Motionmaker que não tem limites nos vídeos, que tem HD e disponibiliza conteúdo CC, e o  Offficial User que são os media, partidos, produtoras, etc., que têm em mãos matéria noticiosa, comunicados e reviews.
O controlo dos direitos de autor são uma bandeira no Dailymotion. Ao impedir o upload acima dos 150MB e criando a figura do Motionmaker que cria conteúdo próprio, a equipa controla os abusos. Além disso, faz revisão do vídeo antes de ser disponibilizado. A qualidade é boa nos vários testes de imagem disponibilizados.

Alexa rank: 152

É concorrente do Youtube e do Daily Motion, mas tem um funcionamento diferente: tem sistema de deduplicação de vídeos, filtro de conteúdo de adulto, uma comunidade de revisores. Leva a prática de rede mais longe ao associar à plataforma ranking e wiki de edição dos metadados dos vídeos.
Tirando o caso do Youtube, qualquer dos outros canais de vídeo generalistas não tem informação para as empresas nem planos especiais.

Alexa rank: 411

É uma plataforma anterior ao Youtube, remontando ao ano de 2004. Diferencia-se das outras pelo facto de todo o conteúdo ter de ser original e não comercial. Filmes, trailers, vídeos comerciais estão fora do âmbito.
A força da rede está bem patente nos 49 mil canais que possui. Destina-se sobretudo a artistas (fotógrafos, desenhadores, músicos, etc.), criadores, eventos culturais (festivais), empresas de produção independentes, ONG. Moby é um dos artistas que está no Vimeo.
Os seus pontos fortes são: a qualidade do vídeo, upload imediato antes dos metadados, possibilidade de embeber facilmente os vídeos. A limitação reside nos 500MB de limite para o plano free. O Vimeo Plus por $60/ ano tem 5GB, possibilidade de embeber HD e de forma personalizada, álbuns, grupos e canais ilimitados. Ao contrário do Youtube, aceita vários canais de vídeo ligados à mesma conta e permite alterar o nome do canal em qualquer altura.
A empresa tem planos para criar um Desktop Uploader, feito em Adobe AIR, com upload de múltiplos vídeos, possibilidade de fazer pausa, etc. As estatísticas são outro ponto a corrigir num futuro próximo – dados sobre preferências, referências, visualizações em HD ou SD, nº downloads, nº de vídeos partilhados em redes, etc.

Alexa rank: 1,925

Plataforma pensada para todos os criadores de programas de televisão em episódios: sitcom, séries, notícias, documentários de natureza, etc.
A conta básica é de 1GB grátis e, segundo os responsáveis, é suficiente para a maioria dos projectos. Existe uma apertada política de copyright.

Esta plataforma apoia a produção e o seu centro de negócio está na distribuição para outras (Youtube, iTunes, AOL, MySpace, Facebook, Twitter…). Da distribuição e ads gerados, dividem 50% com os autores. A qualidade da imagem é tida como fraca, quando comparada a outras plataformas.

Alexa rank: 2,140

Viddler surgiu em 2007 e está muito voltada para os produtores web. Na sua página está perfeitamente clara a divisão entre consumidor caseiro e mercado empresarial. Para este, os planos começam nos $100/ mês com direito a HD, AdWords, estatísticas e sistema para gerar conteúdo de clientes (comentários, partilha, etc.). Como se está a ver, quando é oferecido serviço profissional e para nichos, os preços disparam.
Uma outra empresa que opera no mercado empresarial, a Fliqz, cobra $499/ mês para que a empresa possa usar a sua marca, ter qualidade SD de vídeo, embeber vídeos, com um limite de 25 uploads por mês. Os planos da Wistia começam nos $39/ mês por 1GB, 400 visualizações!

Alexa Rank: 43,106

Trata-se de uma plataforma Open Source para publicação e vídeo marketing. Em Kaltura é possível fazer tudo – upload, pesquisa, gestão, edição, partilha, embeber vídeos em blogs e wikis (Mediawiki, WP, Drupal). O que a distingue das outras plataformas é o facto de estar preparada para remisturar e reutilizar vídeos e imagens Creative Commons. É a plataforma de mashups para vídeo por excelência e o meio eficaz de editar vídeos e imagens de powerpoints ou para powerpoints. Algumas críticas são contudo apontadas à qualidade dos vídeos, inferior ao standard actual.

Alexa rank: 85,443

Vzaar diferencia-se das plataformas até aqui referidas, porque não tem a função de partilha nem a ideia de rede. Trata-se de uma solução muito interessante do ponto de vista empresarial. Tem planos a custo muito acessível e excelente qualidade de serviço, olhando aos pacotes e o que neles está incluído. Ganhou visibilidade quando a eBay a listou nos serviços de publicação de vídeo que cumpriam os requisitos apertados da empresa. O seu mercado é o e-commerce, mas todo o ramo empresarial. Foi criada em 2007 e oferece o streaming, a partilha, o alojamento de vídeos e a possibilidade de embeber facilmente os vídeos noutros websites. Pode definir-se que vídeos publicar e quais manter privados, optar por não codificar o vídeo durante o upload, deixando-o com a qualidade de original, fazer download.

Perguntam-me se todas estas características fazem parte do plano base. Não, mas fica fácil de perceber que o custo é justo e acessível. Vzaar considera-se uma alternativa ao Youtube sem as limitações deste. Só com o registo, pode-se fazer upload de vídeo sem limites de tempo ou tamanho até ao máximo de 1GB/ mês de banda. Controlar se os vídeos são privados e exibidos apenas a quem se defina, HD e 2GB, ficam ao alcance de $5/ mês. O plano Bronze por $10/ mês inclui todas as vantagens. A diferença em relação aos restantes está no vídeo bandwidth. No Bronze já é possível retirar a marca Vzaar e pôr a própria.

De momento não têm estatísticas, mas estão a avançar nesse sentido. Também têm empresas parceiras que produzem vídeos a custos controlados.

Um aspecto curioso, que revela uma noção clara do funcionamento do mercado, é o facto da Vzaar assumir a sua aprovação pelo Vimeo. Os responsáveis confessam que gostam do Vimeo. Reconhecer isto publicamente só ajuda o cliente a fazer a escolha mais adequada à finalidade que persegue. Achei esta franqueza um ponto forte da empresa.

Síntese

Para a formação, educação, coaching de empresas, o Kaltura parece-me bastante recomendável. Desde que a estética possa ser secundarizada, face à funcionalidade e disponibilidade, esta é a melhor escolha.

No caso de se tratar de vídeos de apresentação de trabalho artístico (fotógrafos, realizadores, produtores, empresas de multimédia, design), o ideal é o Vimeo. A qualidade sempre foi um requisito desde a sua criação. O HD, agora mais generalizado, já era realidade no Vimeo desde há muito.

Para empresas que precisem de promover os seus produtos e serviços e avançar com campanhas de vídeo marketing e medir o seu impacto, o mais recomendável é o Youtube. Tem uma estrutura gigantesca e cobre todas as necessidades do mercado, inclusive a publicidade por meio do vídeo. A integração da tecnologia AdWords para vídeo tem sido o grande atractivo e trunfo. É claro que existem as tais empresas muito especializadas neste ramo com excelentes serviços, mas o preço é outro. Além disso, o Youtube tem a vantagem inegável de que o mundo inteiro pesquisa Youtube.

Para empresas que precisem de controlar o acesso aos seus vídeos (vídeos públicos e privados) e desejem maior flexibilidade e personalização, o Vzaar é sem dúvida o produto mais apropriado. A relação qualidade-preço é imbatível no actual mercado das plataformas de publicação de vídeo.

video_quadro

Comparativo da imagem

Aproveitando um teste realizado pela CnetNews em Janeiro de 2009, fica o link para a apreciação do desempenho de cada plataforma. Veja-se por exemplo, que no caso do Facebook, rede social que passou a disponibilizar o upload de vídeos, a compressão e codificação do vídeo é tal que ocorre muita perda de informação da imagem. Nesse aspecto também se faz esta batalha. Estes prestadores de serviço têm de oferecer boa qualidade, mas também sopesar o esforço em termos de infraestrutura que o viabilize. Os vídeos são consumidores sôfregos de banda e processamento.

A pesquisa social mora ao lado

O tema que nos prende hoje é o da pesquisa social como alternativa aos motores de pesquisa convencionais e à procura de resultados mais condizentes com a necessidade da consulta.

Apesar de não ser tema novo, a pesquisa social que se caracteriza pelo contributo e participação directa ou indirecta de pessoas, não é nova. Simplesmente está a receber novos inputs e formas que trazem também novos serviços e modelos de negócio.

Factor humano

Por muito bons que sejam os algoritmos e as ferramentas automatizadas, é certo que o contributo humano é sempre um factor de valorização. Duas razões podem explicar essa centralidade.

Desde o início, a pesquisa na Internet arrumava o conhecimento em Directórios, que precederam os motores de pesquisa. Batalhões de pessoas catalogavam o conhecimento.

Desde há muito e com maior expressão na actualidade, procura-se que o utilizador possa pesquisar em linguagem natural (termo inglês PNL (People Natural Language). A este tema de investigação de primeira linha junta-se a web semântica.

O objectivo é conseguir sistemas inteligentes que façam uma interpretação correcta dos termos de pesquisa e apresentem os resultados mais pertinentes, interajam, sejam capazes de sugerir, etc.

Duma e doutra forma fica provada a importância da participação humana no processo.

Factor comunidade

Se a participação humana é importante, também é verdade que é inviável nos termos anteriores, dado o crescimento exponencial da Web.

Inviável dizia, nos sistemas de organização anteriores à Web 2.0, porque nenhuma empresa, organização ou grupo é capaz de realizar certos projectos, mas a partir do momento em que se abre o mesmo à participação, o improvável acontece a cada dia. O arquivo de fotos da Biblioteca do Congresso está a ser classificado por anónimos.

Aproveitando esse manancial de energia, disponibilidade e conhecimento gerais, foram criados desde 2003 até cá uma série de serviços de Perguntas & Respostas (Social Q & A sites) que constituem uma alternativa à forma mais usual de procurar resposta a uma dúvida, pergunta ou problema.

Oferta do mercado

Como em todos os sectores, serviços houve que não vingaram (Google Answers) e outros permanecem aí de pedra e cal (Yahoo Answers).

De uma maneira geral, a pesquisa social usa as informações das redes sociais, os tweets, o social bookmarking, os reviews, mas no caso concreto destes websites o que se faz é apelar à participação das pessoas em plataformas onde podem colocar questões, responder a perguntas, votar repostas, fazer comentários, monitorizar o bom uso do serviço.

O que há de comum é o facto do conteúdo ser criado por pessoas comuns (UGC User Generated Content) e, uma vez publicado, ficar público e acessível a qualquer pessoa, podendo ser consultado e até indexado pelos próprios motores de pesquisa.

Algumas achegas podem ser feitas ao conjunto de serviços desta natureza:

  • Apresentam-se como extensões à rede de amigos e família a quem fazemos perguntas e damos respostas
  • Têm uma qualidade questionável, porque a grande maioria das perguntas apresentam as seguintes características:
  1. questões de trazer por casa e muito pessoais, dificilmente úteis a terceiros;
  2. perguntas que qualquer motor responde em segundos: hora local, data de nascimento de celebridade;
  3. algumas respostas são um copiar & colar simples da Wikipédia ou de outros sites
  • Não garantem um tempo de resposta ou sequer uma resposta. É possível obter de imediato uma resposta ou esperar dias, correndo mesmo o risco de não ser atendido;
  • São alvos fáceis de spam e vandalismo, por isso obrigam ao registo, têm em geral sistema de pontos, hierarquia e níveis de colaboradores, realizam concursos e atribuem prémios para criar espírito de pertença e gozo pela participação;
  • Seguem os temas da actualidade, sendo que as últimas questões espelham os assuntos badalados (buzzwords).

Yahoo Answers arrancou em Dezembro de 2005, é actualmente o serviço mais conhecido e com uma vasta comunidade. Conseguiu impor-se ao Google Answers que já existia desde 2002 e foi descontinuado em 2006.

É gratuito, mas possui um sistema de pontos como forma de incentivar e controlar o spam.

Tanto as perguntas como as respostas são votadas para dar maior credibilidade e orientar mais facilmente.

É criticado pela falta de qualidade das respostas, pouco levado a sério, sobretudo devido à falta de controlo das questões, mais de gozo que de interesse intelectual.

Em Outubro de 2009, tinha 179 milhões utilizadores e mil milhões de perguntas e respostas.

Uma curiosidade, na altura do lançamento a Yahoo convidou personalidades para formularem perguntas, foi o caso de Stephen Hawkins, cuja pergunta originou 22 mil respostas. Sem dúvida um exercício de criatividade para responder ao seguinte:

In a world that is in chaos politically, socially and environmentally, how can the human race sustain another 100 years?

De uma empresa israelita, Answers.com conheceu a luz do dia em Janeiro de 2005. Ocupa a 2ª posição no ranking de sites A&Q.

Apresenta-se como um sistema de perguntas e respostas que pretende ser repositório de pesquisa e conhecimento.

O que tem de particular é o uso da filosofia da wiki que prevê a melhoria das respostas. Uma resposta dada pode ser desenvolvida e optimizada por várias pessoas.

Sistema detecta duplicados e apresenta alternativas.

Existe uma atenção especial à qualidade da informação, porque se tenta combinar fontes editoriais com o contributo da comunidade.

Possui 5 milhões de respostas.

Answerbag está em funcionamento desde 2003. O utilizador registado pode perguntar, responder, pontuar, marcar spam, propor nova categoria, etc. Moderadores validam esse contributo. A arrumação em 4 áreas, além das habituais categorias, permite refinar a pesquisa. Essas áreas são: Social, Expert, Local e Shopping.

O tempo de resposta é mais lento que o do Yahoo, mas é possível pôr vídeos e imagens.

O sistema Chacha tem a vantagem de ser um sistema de P/R para telemóvel, útil quando não se tem acesso ao computador ou o telemóvel não permite Internet. Só funciona nos EUA, mas dá ideia do que pode vir a surgir no nosso território.

Existem 10000 guias aptos a traduzir as mensagens para texto e a responder. A qualidade das respostas não é nada de especial, duas linhas. Pode ter interesse para questões muito precisas, factuais. O serviço é gratuito.

Não usa a geolocalização para dar repostas. Por isso a pessoa tem de dar a localização se quer que a resposta esteja relacionada. Ex. restaurante chinês no cidade X. Nisso é superado pelo serviço do Google SMS e mesmo pelas abundantes Apps para smartphones.

O Mahalo explora mais a fundo o espírito de comunidade e avança com recompensas em dinheiro.

A participação tem três facetas: o sistema pergunta/ resposta a dinheiro e com concursos diários; a gestão de páginas, em que 50% das receitas de publicidade ficam para o gestor; a realização de tarefas, também pagas. Portanto, o repositório de conhecimento não só conta com a série de questões e respostas, mas também com um conjunto de páginas sobre diversos temas geridas pelos membros.

Para manter um contacto permanente, o serviço funciona por consulta no próprio site, por e-mail e pelo Twitter. A aplicação @answerme permite fazer perguntas e receber aviso sempre que é dada nova resposta, além de ser possível fazer com toda a simplicidade o seguimento da pergunta.

Outros serviços que estão a adoptar esta aplicação:

  • Gabinete do Primeiro Ministro Britânico Gordon Brown, que usa não só o Twitter como permite que cidadãos coloquem questões e obtenham respostas imediatas. A importância conferida à ferramenta está patente na elaboração de documento próprio dando conta dos objectivos e orientações.
  • O serviço de clientes da Câmara de San Francisco também disponibilizou o serviço pergunta/ resposta via Twitter aso cidadãos.

Aardvark é outro serviço, iniciado em Julho de 2007, que está a fazer furor e a crescer.

Colocar perguntas pode ser feito através do website, do IM, do e-mail, do Twitter, ou iPhone.

Esta solução vista explorar o conhecimento, a experiência, as dicas certas da rede de amigos e conhecidos, ou seja, os contactos do Facebook, Gmail, Hotmail, Twitter.

Existe o compromisso de 10 minutos pela obtenção de resposta(s), sendo o sistema que escolhe da rede de relações os contactos com mais probabilidade de darem resposta satisfatória.

Como ainda é um serviço novo, está a juntar massa crítica. No registo é sempre perguntado o tema acerca do qual a pessoa estaria habilitada a dar respostas. Yahoo tem 15 milhões pessoas/ dia, e este apenas 3 milhões. As respostas não estão disponíveis para quem visita o site.

Outros serviços, mais recentes, e com mais interacção: Gibbio, Sabe Alguién, por exemplo.

Novos modelos de negócio

Nesta procura de respostas a perguntas, a imediatez é um factor crítico. Serviços como os Q & A tradicionais não satisfazem em muitos casos, porque não se obtém a ajuda em tempo real.

Desta forma, muitos serviços passaram a usar o Twitter, com dupla vantagem: resposta em tempo real; ajudas da rede de contactos da pessoa que elabora a pergunta. Twikeo é um desses sites de perguntas e respostas. É francês, permite votar respostas.

Mas se a gratuidade é norma e se o que é usual nos utilizadores do Twitter é partilhar o conhecimento e procurar ajuda sem custo, há negócios que começam a surgir, assentes em sistemas de micro-pagamentos.

Neste novo cenário, podemos dizer que o Twitter assume novas funções e serve de base à prestação de novos serviços. De seguimento de celebridades a serviço de informações e alertas, de apoio a clientes a sistema de perguntas/ respostas, galga já caminhos na consultoria.

Exemplo desta vertente é o TwittExperts, criado por Alex Puig, que descreve o serviço como “consultoria low cost”.

O princípio de funcionamento é simples. A pessoa escolhe um especialista num tema e segue-o durante 10 dias mediante pagamento. Há peritos que respondem, outros apenas disponibilizam os seus conhecimentos e experiência.

O uso da ferramenta de microblogging Twitter permite que o custo pelo serviço não seja exagerado, porque os gastos da empresa em estrutura não existem.