Guia de apoio à investigação

Elaborei este guia para orientar, de alguma forma, quem pressente que pode tirar partido da Internet mas não sabe exactamente como. Este facto não é de estranhar, dada a variedade de escolha e de possibilidades que surgem continuamente. Mesmo os gestores de referências bibliográficas clássicos já renovaram modos de pesquisa e funcionalidades, de forma que quem tenha feito investigação há uns anos atrás tem de fazer uma reciclagem.

A selecção é questionável, aliás como qualquer selecção, por isso desafio aqueles que conhecem e usam outras aplicações que lhes são muito úteis a deixarem o relato e a darem o seu testemunho. Terei todo o gosto em incluir essas sugestões em próxima revisão deste guia.

Fica o link para download do documento: Pequeno guia do investigador

Jornalismo de intervenção

Jornalismo cidadão (pt), Periodismo ciudadano (es) e Citizen journalism (en) são as expressões usadas para referir um fenómeno, que não é novo, mas que ganhou contornos novos na Internet.

Refere-se à cobertura jornalística feita por cidadãos, portanto, amadores, que fogem aos ditames das agendas políticas e dos media, e que livremente elegem os temas que os preocupam e lhes interessam.

Acontece, muitas vezes, que estes amadores são especialistas numa área ou têm-na como hobby, o que os leva a serem mais exaustivos e pertinentes nas abordagens que o jornalista-repórter generalista.

Este movimento também está marcado pelo acaso, fortuito, no tipo de situação em que um cidadão se encontra casualmente no local e regista em primeira mão os factos, antecipando-se ao plantel jornalístico profissional.

Como movimento organizado, de pessoas de bem que desejam mudar a ordem actual das coisas, temos o testemunho de alguns jornais ao serviço de uma causa.

Activismo, participação, independência, fontes livres, social news, atenção ao local, são alguns dos temas intimamente ligados a este tipo de jornalismo que não deixa de suscitar críticas e ter opositores acérrimos.

Modalidades de implementação

Existem vários níveis de participação do cidadão.

1. Participação em media convencionais através de: comentários, blogs de colunistas, envio de fotos e vídeos, notícias locais. A liberdade do cidadão é reduzida e controlada. Representa frequentemente a resposta dos media profissionais à pressão deste fenómeno. Exs.:

CNN iReports, um espaço em que o cidadão pode participar na proposta e elaboração de notícias. Uma pop-up à entrada alerta para o facto de haver notícias que não editadas nem verificadas antes de publicação, ao contrário de outras que já possuem o rótulo CNN iReport.

CBS Eye Mobile aceita envio de fotos e vídeos das pessoas por e-mail.

Eu Repórter da Sic que desafia os leitores a enviarem histórias, fotos e vídeos.

2. Participação activa e exclusiva de cidadãos nas notícias publicadas. São media independentes e 100% geridos e dinamizados por cidadãos.

Em forma de website ou blog:

Agoravox, media francês. É de imediato perceptível o dinamismo, a escolha de temas e a forma de apelo à acção em alguns títulos. Trata-se de um jornalismo de irreverência e de questionamento.

You scoop it, website aberto à participação de qualquer cidadão, que pode criar novas notícias ou comentar outras. Estão estabelecidas as regras de aceitação de conteúdos e a obrigatoriedade de referir as fontes.

Bottup foi criado em formato de rede social constituída por leitores, jornalistas amadores que colaboram e um pequeno grupo de jornalistas profissionais que fazem a revisão e publicação das notícias enviadas.

Em formato de wiki:

Wikinews em várias línguas e com a filosofia da colaboração bem patente.

3. Participação activa e independente, mas a título pessoal, usando blog, fotoblog, podcasting ou vídeo.

Youtube Direct ao serviço dos jornalistas cidadãos

Hoje, é notícia o lançamento do serviço Youtube Direct que se presta a publicar vídeos feitos por cidadãos. A temática aponta, pelo menos numa primeira fase, para algum sensacionalismo: celebridades, desastres, escândalos e situações embaraçosas com políticos.

A plataforma pretende servir de base à “encomenda” de vídeos por parte dos media junto dos utilizadores do Youtube, mas também serve para contactar o cidadão – autor do vídeo, que interessa a determinado media.

Existem ainda outras aplicações para ONG e empresas na área da promoção e marketing.

Fonte de qualidade

Acerca deste tema, recomendo Periodismo Ciudadano que dá conta de casos, iniciativas, projectos, tendências nesta área. Também tem recursos seleccionados para o jornalista em formação, para o professor que queira abordar o tema, bem como ferramentas para criar website de jornalismo cidadão.

Soluções de publicação de vídeo

Por imperativos profissionais tive de passar revista à oferta do mercado em matéria de publicação de vídeo na Internet. Interessava-me conhecer as plataformas, os serviços, as condições e as mais valias de cada uma.

Socorri-me da Wikipédia que tem um comparativo, mas também do website VidCompare, que faz a apresentação de empresas que prestam serviços ao sector empresarial.

Existem claramente dois momentos na evolução deste sector, o primeiro em 2005, altura em que se regista um boom de soluções (Youtube, Vimeo, Blip.tv, etc.), e um segundo, a partir de 2008 e também 2009, marcado pela oferta do HD. Agora quase todas as plataformas têm ou estão a oferecer qualidade superior no vídeo. Neste mesmo período, começaram a surgir empresas de cobertura mais modesta, mas muito mais especializadas e orientadas para nichos do mercado. A aposta no vídeo/ televisão é forte, até porque todas as estimativas apontam para uma procura cada vez maior. Em recente entrevista à SIC, Jeoffrey Cole, do Digital Center For the Future, responsável pelo relatório Internet Project, classificava  de ávida a procura do vídeo.  A expressão usada na entrevista é mesmo: “As pessoas procuram desesperadamente os vídeos”.

O que caracteriza a maioria destes serviços na Internet é a possibilidade de publicar, partilhar, embeber, comentar vídeos. Depois existem plataformas que postam forte na web sindicação, outras que exploram o vídeo marketing. Outras ainda, como a Kaltura, trabalham a vertente de vídeo patchwork, permitindo a mistura, recriação, colagem e reconstrução de vídeos.

Segue uma lista dos nomes mais sonantes e uma breve caracterização.

Alexa rank: 4

O Youtube dispensa apresentações, tal a popularidade de que goza. Impõe limites de 2GB e 10 minutos de vídeo. Não permite editar os vídeos, mas permite editar informação adicional (metadados), links e embeber. A plataforma não deixa fazer o download, mas não faltam plug-ins associados a browsers para o realizar. É um serviço gratuito e desde 2008 avançou para o HD, o que fez baixar as críticas à sua qualidade frente a concorrentes. Também este mês, fez melhorias na plataforma dos canais. É mais fácil personalizar e organizar o canal. Em questão de canais, apesar da recente remodelação, as templates são pobres e por cada conta só é possível um canal. Além disso, o nome do canal, uma vez criado, não é alterável.

Têm indicações de apoio a todos os que desejem promover marca/ empresa na plataforma. Também permitem que as empresas patrocinem vídeos via AdWords, tecnologia Google que tem vindo a integrar. É obviamente uma escolha importante para quem quer chegar à sua audiência.

Quando o barco é maior, maior parece ser a tormenta. Youtube tem sido criticado por sectores que apontam falhas ao seu processo de controlo do copyright.

Alexa rank: 85

O Dailymotion caracteriza-se por ser um serviço de partilha, tal como o Youtube, e de publicação para o público em geral. Entre nós não é tão conhecido, mas tem uma posição importante no rank dos mais visitados.
Permite embeber os vídeos em blogs, websites e redes sociais.
Distingue o utilizador comum (limite de 150MB ou 20 minutos de vídeo), o Motionmaker que não tem limites nos vídeos, que tem HD e disponibiliza conteúdo CC, e o  Offficial User que são os media, partidos, produtoras, etc., que têm em mãos matéria noticiosa, comunicados e reviews.
O controlo dos direitos de autor são uma bandeira no Dailymotion. Ao impedir o upload acima dos 150MB e criando a figura do Motionmaker que cria conteúdo próprio, a equipa controla os abusos. Além disso, faz revisão do vídeo antes de ser disponibilizado. A qualidade é boa nos vários testes de imagem disponibilizados.

Alexa rank: 152

É concorrente do Youtube e do Daily Motion, mas tem um funcionamento diferente: tem sistema de deduplicação de vídeos, filtro de conteúdo de adulto, uma comunidade de revisores. Leva a prática de rede mais longe ao associar à plataforma ranking e wiki de edição dos metadados dos vídeos.
Tirando o caso do Youtube, qualquer dos outros canais de vídeo generalistas não tem informação para as empresas nem planos especiais.

Alexa rank: 411

É uma plataforma anterior ao Youtube, remontando ao ano de 2004. Diferencia-se das outras pelo facto de todo o conteúdo ter de ser original e não comercial. Filmes, trailers, vídeos comerciais estão fora do âmbito.
A força da rede está bem patente nos 49 mil canais que possui. Destina-se sobretudo a artistas (fotógrafos, desenhadores, músicos, etc.), criadores, eventos culturais (festivais), empresas de produção independentes, ONG. Moby é um dos artistas que está no Vimeo.
Os seus pontos fortes são: a qualidade do vídeo, upload imediato antes dos metadados, possibilidade de embeber facilmente os vídeos. A limitação reside nos 500MB de limite para o plano free. O Vimeo Plus por $60/ ano tem 5GB, possibilidade de embeber HD e de forma personalizada, álbuns, grupos e canais ilimitados. Ao contrário do Youtube, aceita vários canais de vídeo ligados à mesma conta e permite alterar o nome do canal em qualquer altura.
A empresa tem planos para criar um Desktop Uploader, feito em Adobe AIR, com upload de múltiplos vídeos, possibilidade de fazer pausa, etc. As estatísticas são outro ponto a corrigir num futuro próximo – dados sobre preferências, referências, visualizações em HD ou SD, nº downloads, nº de vídeos partilhados em redes, etc.

Alexa rank: 1,925

Plataforma pensada para todos os criadores de programas de televisão em episódios: sitcom, séries, notícias, documentários de natureza, etc.
A conta básica é de 1GB grátis e, segundo os responsáveis, é suficiente para a maioria dos projectos. Existe uma apertada política de copyright.

Esta plataforma apoia a produção e o seu centro de negócio está na distribuição para outras (Youtube, iTunes, AOL, MySpace, Facebook, Twitter…). Da distribuição e ads gerados, dividem 50% com os autores. A qualidade da imagem é tida como fraca, quando comparada a outras plataformas.

Alexa rank: 2,140

Viddler surgiu em 2007 e está muito voltada para os produtores web. Na sua página está perfeitamente clara a divisão entre consumidor caseiro e mercado empresarial. Para este, os planos começam nos $100/ mês com direito a HD, AdWords, estatísticas e sistema para gerar conteúdo de clientes (comentários, partilha, etc.). Como se está a ver, quando é oferecido serviço profissional e para nichos, os preços disparam.
Uma outra empresa que opera no mercado empresarial, a Fliqz, cobra $499/ mês para que a empresa possa usar a sua marca, ter qualidade SD de vídeo, embeber vídeos, com um limite de 25 uploads por mês. Os planos da Wistia começam nos $39/ mês por 1GB, 400 visualizações!

Alexa Rank: 43,106

Trata-se de uma plataforma Open Source para publicação e vídeo marketing. Em Kaltura é possível fazer tudo – upload, pesquisa, gestão, edição, partilha, embeber vídeos em blogs e wikis (Mediawiki, WP, Drupal). O que a distingue das outras plataformas é o facto de estar preparada para remisturar e reutilizar vídeos e imagens Creative Commons. É a plataforma de mashups para vídeo por excelência e o meio eficaz de editar vídeos e imagens de powerpoints ou para powerpoints. Algumas críticas são contudo apontadas à qualidade dos vídeos, inferior ao standard actual.

Alexa rank: 85,443

Vzaar diferencia-se das plataformas até aqui referidas, porque não tem a função de partilha nem a ideia de rede. Trata-se de uma solução muito interessante do ponto de vista empresarial. Tem planos a custo muito acessível e excelente qualidade de serviço, olhando aos pacotes e o que neles está incluído. Ganhou visibilidade quando a eBay a listou nos serviços de publicação de vídeo que cumpriam os requisitos apertados da empresa. O seu mercado é o e-commerce, mas todo o ramo empresarial. Foi criada em 2007 e oferece o streaming, a partilha, o alojamento de vídeos e a possibilidade de embeber facilmente os vídeos noutros websites. Pode definir-se que vídeos publicar e quais manter privados, optar por não codificar o vídeo durante o upload, deixando-o com a qualidade de original, fazer download.

Perguntam-me se todas estas características fazem parte do plano base. Não, mas fica fácil de perceber que o custo é justo e acessível. Vzaar considera-se uma alternativa ao Youtube sem as limitações deste. Só com o registo, pode-se fazer upload de vídeo sem limites de tempo ou tamanho até ao máximo de 1GB/ mês de banda. Controlar se os vídeos são privados e exibidos apenas a quem se defina, HD e 2GB, ficam ao alcance de $5/ mês. O plano Bronze por $10/ mês inclui todas as vantagens. A diferença em relação aos restantes está no vídeo bandwidth. No Bronze já é possível retirar a marca Vzaar e pôr a própria.

De momento não têm estatísticas, mas estão a avançar nesse sentido. Também têm empresas parceiras que produzem vídeos a custos controlados.

Um aspecto curioso, que revela uma noção clara do funcionamento do mercado, é o facto da Vzaar assumir a sua aprovação pelo Vimeo. Os responsáveis confessam que gostam do Vimeo. Reconhecer isto publicamente só ajuda o cliente a fazer a escolha mais adequada à finalidade que persegue. Achei esta franqueza um ponto forte da empresa.

Síntese

Para a formação, educação, coaching de empresas, o Kaltura parece-me bastante recomendável. Desde que a estética possa ser secundarizada, face à funcionalidade e disponibilidade, esta é a melhor escolha.

No caso de se tratar de vídeos de apresentação de trabalho artístico (fotógrafos, realizadores, produtores, empresas de multimédia, design), o ideal é o Vimeo. A qualidade sempre foi um requisito desde a sua criação. O HD, agora mais generalizado, já era realidade no Vimeo desde há muito.

Para empresas que precisem de promover os seus produtos e serviços e avançar com campanhas de vídeo marketing e medir o seu impacto, o mais recomendável é o Youtube. Tem uma estrutura gigantesca e cobre todas as necessidades do mercado, inclusive a publicidade por meio do vídeo. A integração da tecnologia AdWords para vídeo tem sido o grande atractivo e trunfo. É claro que existem as tais empresas muito especializadas neste ramo com excelentes serviços, mas o preço é outro. Além disso, o Youtube tem a vantagem inegável de que o mundo inteiro pesquisa Youtube.

Para empresas que precisem de controlar o acesso aos seus vídeos (vídeos públicos e privados) e desejem maior flexibilidade e personalização, o Vzaar é sem dúvida o produto mais apropriado. A relação qualidade-preço é imbatível no actual mercado das plataformas de publicação de vídeo.

video_quadro

Comparativo da imagem

Aproveitando um teste realizado pela CnetNews em Janeiro de 2009, fica o link para a apreciação do desempenho de cada plataforma. Veja-se por exemplo, que no caso do Facebook, rede social que passou a disponibilizar o upload de vídeos, a compressão e codificação do vídeo é tal que ocorre muita perda de informação da imagem. Nesse aspecto também se faz esta batalha. Estes prestadores de serviço têm de oferecer boa qualidade, mas também sopesar o esforço em termos de infraestrutura que o viabilize. Os vídeos são consumidores sôfregos de banda e processamento.

A pesquisa social mora ao lado

O tema que nos prende hoje é o da pesquisa social como alternativa aos motores de pesquisa convencionais e à procura de resultados mais condizentes com a necessidade da consulta.

Apesar de não ser tema novo, a pesquisa social que se caracteriza pelo contributo e participação directa ou indirecta de pessoas, não é nova. Simplesmente está a receber novos inputs e formas que trazem também novos serviços e modelos de negócio.

Factor humano

Por muito bons que sejam os algoritmos e as ferramentas automatizadas, é certo que o contributo humano é sempre um factor de valorização. Duas razões podem explicar essa centralidade.

Desde o início, a pesquisa na Internet arrumava o conhecimento em Directórios, que precederam os motores de pesquisa. Batalhões de pessoas catalogavam o conhecimento.

Desde há muito e com maior expressão na actualidade, procura-se que o utilizador possa pesquisar em linguagem natural (termo inglês PNL (People Natural Language). A este tema de investigação de primeira linha junta-se a web semântica.

O objectivo é conseguir sistemas inteligentes que façam uma interpretação correcta dos termos de pesquisa e apresentem os resultados mais pertinentes, interajam, sejam capazes de sugerir, etc.

Duma e doutra forma fica provada a importância da participação humana no processo.

Factor comunidade

Se a participação humana é importante, também é verdade que é inviável nos termos anteriores, dado o crescimento exponencial da Web.

Inviável dizia, nos sistemas de organização anteriores à Web 2.0, porque nenhuma empresa, organização ou grupo é capaz de realizar certos projectos, mas a partir do momento em que se abre o mesmo à participação, o improvável acontece a cada dia. O arquivo de fotos da Biblioteca do Congresso está a ser classificado por anónimos.

Aproveitando esse manancial de energia, disponibilidade e conhecimento gerais, foram criados desde 2003 até cá uma série de serviços de Perguntas & Respostas (Social Q & A sites) que constituem uma alternativa à forma mais usual de procurar resposta a uma dúvida, pergunta ou problema.

Oferta do mercado

Como em todos os sectores, serviços houve que não vingaram (Google Answers) e outros permanecem aí de pedra e cal (Yahoo Answers).

De uma maneira geral, a pesquisa social usa as informações das redes sociais, os tweets, o social bookmarking, os reviews, mas no caso concreto destes websites o que se faz é apelar à participação das pessoas em plataformas onde podem colocar questões, responder a perguntas, votar repostas, fazer comentários, monitorizar o bom uso do serviço.

O que há de comum é o facto do conteúdo ser criado por pessoas comuns (UGC User Generated Content) e, uma vez publicado, ficar público e acessível a qualquer pessoa, podendo ser consultado e até indexado pelos próprios motores de pesquisa.

Algumas achegas podem ser feitas ao conjunto de serviços desta natureza:

  • Apresentam-se como extensões à rede de amigos e família a quem fazemos perguntas e damos respostas
  • Têm uma qualidade questionável, porque a grande maioria das perguntas apresentam as seguintes características:
  1. questões de trazer por casa e muito pessoais, dificilmente úteis a terceiros;
  2. perguntas que qualquer motor responde em segundos: hora local, data de nascimento de celebridade;
  3. algumas respostas são um copiar & colar simples da Wikipédia ou de outros sites
  • Não garantem um tempo de resposta ou sequer uma resposta. É possível obter de imediato uma resposta ou esperar dias, correndo mesmo o risco de não ser atendido;
  • São alvos fáceis de spam e vandalismo, por isso obrigam ao registo, têm em geral sistema de pontos, hierarquia e níveis de colaboradores, realizam concursos e atribuem prémios para criar espírito de pertença e gozo pela participação;
  • Seguem os temas da actualidade, sendo que as últimas questões espelham os assuntos badalados (buzzwords).

Yahoo Answers arrancou em Dezembro de 2005, é actualmente o serviço mais conhecido e com uma vasta comunidade. Conseguiu impor-se ao Google Answers que já existia desde 2002 e foi descontinuado em 2006.

É gratuito, mas possui um sistema de pontos como forma de incentivar e controlar o spam.

Tanto as perguntas como as respostas são votadas para dar maior credibilidade e orientar mais facilmente.

É criticado pela falta de qualidade das respostas, pouco levado a sério, sobretudo devido à falta de controlo das questões, mais de gozo que de interesse intelectual.

Em Outubro de 2009, tinha 179 milhões utilizadores e mil milhões de perguntas e respostas.

Uma curiosidade, na altura do lançamento a Yahoo convidou personalidades para formularem perguntas, foi o caso de Stephen Hawkins, cuja pergunta originou 22 mil respostas. Sem dúvida um exercício de criatividade para responder ao seguinte:

In a world that is in chaos politically, socially and environmentally, how can the human race sustain another 100 years?

De uma empresa israelita, Answers.com conheceu a luz do dia em Janeiro de 2005. Ocupa a 2ª posição no ranking de sites A&Q.

Apresenta-se como um sistema de perguntas e respostas que pretende ser repositório de pesquisa e conhecimento.

O que tem de particular é o uso da filosofia da wiki que prevê a melhoria das respostas. Uma resposta dada pode ser desenvolvida e optimizada por várias pessoas.

Sistema detecta duplicados e apresenta alternativas.

Existe uma atenção especial à qualidade da informação, porque se tenta combinar fontes editoriais com o contributo da comunidade.

Possui 5 milhões de respostas.

Answerbag está em funcionamento desde 2003. O utilizador registado pode perguntar, responder, pontuar, marcar spam, propor nova categoria, etc. Moderadores validam esse contributo. A arrumação em 4 áreas, além das habituais categorias, permite refinar a pesquisa. Essas áreas são: Social, Expert, Local e Shopping.

O tempo de resposta é mais lento que o do Yahoo, mas é possível pôr vídeos e imagens.

O sistema Chacha tem a vantagem de ser um sistema de P/R para telemóvel, útil quando não se tem acesso ao computador ou o telemóvel não permite Internet. Só funciona nos EUA, mas dá ideia do que pode vir a surgir no nosso território.

Existem 10000 guias aptos a traduzir as mensagens para texto e a responder. A qualidade das respostas não é nada de especial, duas linhas. Pode ter interesse para questões muito precisas, factuais. O serviço é gratuito.

Não usa a geolocalização para dar repostas. Por isso a pessoa tem de dar a localização se quer que a resposta esteja relacionada. Ex. restaurante chinês no cidade X. Nisso é superado pelo serviço do Google SMS e mesmo pelas abundantes Apps para smartphones.

O Mahalo explora mais a fundo o espírito de comunidade e avança com recompensas em dinheiro.

A participação tem três facetas: o sistema pergunta/ resposta a dinheiro e com concursos diários; a gestão de páginas, em que 50% das receitas de publicidade ficam para o gestor; a realização de tarefas, também pagas. Portanto, o repositório de conhecimento não só conta com a série de questões e respostas, mas também com um conjunto de páginas sobre diversos temas geridas pelos membros.

Para manter um contacto permanente, o serviço funciona por consulta no próprio site, por e-mail e pelo Twitter. A aplicação @answerme permite fazer perguntas e receber aviso sempre que é dada nova resposta, além de ser possível fazer com toda a simplicidade o seguimento da pergunta.

Outros serviços que estão a adoptar esta aplicação:

  • Gabinete do Primeiro Ministro Britânico Gordon Brown, que usa não só o Twitter como permite que cidadãos coloquem questões e obtenham respostas imediatas. A importância conferida à ferramenta está patente na elaboração de documento próprio dando conta dos objectivos e orientações.
  • O serviço de clientes da Câmara de San Francisco também disponibilizou o serviço pergunta/ resposta via Twitter aso cidadãos.

Aardvark é outro serviço, iniciado em Julho de 2007, que está a fazer furor e a crescer.

Colocar perguntas pode ser feito através do website, do IM, do e-mail, do Twitter, ou iPhone.

Esta solução vista explorar o conhecimento, a experiência, as dicas certas da rede de amigos e conhecidos, ou seja, os contactos do Facebook, Gmail, Hotmail, Twitter.

Existe o compromisso de 10 minutos pela obtenção de resposta(s), sendo o sistema que escolhe da rede de relações os contactos com mais probabilidade de darem resposta satisfatória.

Como ainda é um serviço novo, está a juntar massa crítica. No registo é sempre perguntado o tema acerca do qual a pessoa estaria habilitada a dar respostas. Yahoo tem 15 milhões pessoas/ dia, e este apenas 3 milhões. As respostas não estão disponíveis para quem visita o site.

Outros serviços, mais recentes, e com mais interacção: Gibbio, Sabe Alguién, por exemplo.

Novos modelos de negócio

Nesta procura de respostas a perguntas, a imediatez é um factor crítico. Serviços como os Q & A tradicionais não satisfazem em muitos casos, porque não se obtém a ajuda em tempo real.

Desta forma, muitos serviços passaram a usar o Twitter, com dupla vantagem: resposta em tempo real; ajudas da rede de contactos da pessoa que elabora a pergunta. Twikeo é um desses sites de perguntas e respostas. É francês, permite votar respostas.

Mas se a gratuidade é norma e se o que é usual nos utilizadores do Twitter é partilhar o conhecimento e procurar ajuda sem custo, há negócios que começam a surgir, assentes em sistemas de micro-pagamentos.

Neste novo cenário, podemos dizer que o Twitter assume novas funções e serve de base à prestação de novos serviços. De seguimento de celebridades a serviço de informações e alertas, de apoio a clientes a sistema de perguntas/ respostas, galga já caminhos na consultoria.

Exemplo desta vertente é o TwittExperts, criado por Alex Puig, que descreve o serviço como “consultoria low cost”.

O princípio de funcionamento é simples. A pessoa escolhe um especialista num tema e segue-o durante 10 dias mediante pagamento. Há peritos que respondem, outros apenas disponibilizam os seus conhecimentos e experiência.

O uso da ferramenta de microblogging Twitter permite que o custo pelo serviço não seja exagerado, porque os gastos da empresa em estrutura não existem.

Apps mania

Já aqui abordei a questão das App Stores e do protagonismo que estão a gozar juntamente com a onda dos smartphones. Os consumidores de aplicações e programas disponibilizados nas App Stores gastam menos 25% do tempo diário na televisão, jornais ou computadores. E a explicação é lógica: os dispositivos móveis gozam cada vez mais de autonomia e portabilidade, sendo muito valorizados pelo leque de pequenos programas que cobrem a totalidade das actividades humanas do mundo moderno e ainda pelas possibilidades que se abrem na cloud, sem limites de armazenamento e acesso. Para quê andar com o computador se o telefone inteligente responde às necessidades de mobilidade + utilidade + armazenamento?

Em Portugal, esta mania ainda não é clara, mas espera-se que no Natal se sinta um crescendo de procura destas soluções. Contudo, o efeito “viciante” já estudado nos EUA ainda vai demorar a fazer-se sentir em território luso. Ou talvez não… Mas o sucesso que sempre foram as comunicações móveis no nosso país, deixa uma porta aberta a sucessores de nova geração. Tudo vai depender da evolução económica e da oferta do mercado acessível aos bolsos nacionais.

A persuasão da tecnologia

As pessoas são impelidas a usar a tecnologia associada aos telefones inteligentes porque é fortemente personalizada e muito próxima, quase íntima arriscaria. Além disso, é fácil de usar e permite uma efectiva apropriação. A distância é abismal quando comparada à tecnologia da televisão, rádio, e mesmo Internet em geral. A experiência do “eu” utilizador é, nestes casos, menos envolvente e pessoalmente marcante, porque a tecnologia está fora, é manipulada por terceiros, que também editam os conteúdos.

No caso dos telefones inteligentes e aplicações associadas, a experiência pessoal é muito mais rica e muito mais inesquecível. Tudo começa pela proximidade física e portabilidade. O telefone acompanha a pessoa para todo o lado, cola-se-lhe à pele, funciona como extensão do corpo, do cérebro.

  • Entretém no momento de espera, seja na paragem do autocarro ou ida ao dentista; diverte nos encontros com amigos – quem ainda não assistiu a conversas intermináveis e demos de toques e rings?;
  • Regista o momento, libertando o nosso cérebro de reter pormenores, rostos ou paisagens;
  • Auxilia a cada instante a memória para contactos, números, aniversários, mas também para recomendações, gostos e preferências dos amigos…
  • Optimiza a gestão do dia e do tempo, o que tem tudo a ver com a realidade moderna, em que existe uma obsessão no sentido de rentabilizar o tempo e aumentar a produtividade, quer ao nível profissional (inquestionável) quer ao nível pessoal (se calhar mais questionável), como é o caso amigos, casa, compras, tempo livre, etc.

Escolher a camisa para o amigo que festeja o seu aniversário e gosta da marca X, tendo a pessoa sabido isso pelo Facebook a que acede através do meu smartphone não é ficção, não parece nada de extraordinário, e, no entanto, contém em si mesma mudanças substanciais, uma espécie de revolução silenciosa.

Essas mudanças de que falo passam por integrar a tecnologia sem questionamento. E a sedução da tecnologia ocorre mais aceleradamente com os telefones inteligentes, porque são considerados pelas pessoas como algo familiar, próximo, que infunde confiança. As pessoas vêem-nos como parte da sua vida, algo de insubstituível, de seu. Dá-se uma espécie de personalização da tecnologia dado o nível de integração pessoa-tecnologia. E falo bem, pessoa, e não grupo de consumidores ou perfil. O próprio marketing está a marcar pontos nessa personalização que já não tem que ver com o “Olá, Cláudia”, mas vai muito, muito mais longe. São estes dispositivos e o seu uso inteiramente personalizado que abre um novo mercado, extremamente apetitoso.

Mais que um mero telefone

A prova de que estas aplicações e dispositivos inundam todos os momentos do quotidiano é a categorização das aplicações nas App Stores: aplicações para o trabalho, a viagem de negócios, a forma física, as compras, a gestão doméstica, os investimentos na bolsa e fundos, etc. O telefone inteligente assume a cada momento o papel de guia da cidade, de mapa, de conselheiro financeiro, de personal trainer, de medidor de açúcar no sangue, enfim, de tudo o que se possa imaginar, mas cada vez menos de telefone. É um assistente permanente que se metamorfoseia a cada instante.

Mas o elemento mais elucidativo desta “dependência” tecnológica é talvez a recolha de testemunhos e experiências havidas com estes dispositivos num artigo da New Scientist intitulado “How smartphones are transforming our lives“. Existe uma aplicação para o iPhone, o Yelp, que é um guia de restaurantes. Até aqui tudo bem. A questão é que há pessoas que deixam de confiar nos seus olhos e intuição para seguir cegamente a recomendação fornecida pelo programa. A cena ocorreu com um casal em busca de restaurante que passou por uma série deles, mas não parou nem avaliou o interesse de jantar por aí. Preferiram seguir as indicações dadas pelo Yelp. No intrincado de ruas, acabaram por perder o contacto com a rede e pelos vistos o bom senso! Mas estas situações ridículas serão cada vez mais frequentes, porque gradualmente baixamos a guarda e deixamos de contar com os nossos meios, a nossa capacidade de decisão, avaliação e actuação.

Mais um passo… e caímos no ridículo

A fronteira entre a tecnologia ao nosso serviço ou nós ao serviço da tecnologia é muito esbatida num cenário em que o envolvimento tecnológico é tão natural, à medida e confortável. Este poder de sedução da tecnologia moldável, prestável, útil, disponível, acessível, vai num crescendo imparável e outra coisa não seria de esperar. Antes da realidade virtual, já temos experiências bem sucedidas da realidade aumentada. Duas aplicações da plataforma Android, Layer e Wikitude, mostram claramente o mundo de possibilidades que se abre, não para um futuro próximo, mas para já. O princípio da realidade aumentada melhora a resolução, a captura, a representação da realidade, acrescentando-lhe informações de várias fontes, aumentando consequentemente a percepção do meio pela pessoa.

A experiência do olhar humano capta prédios, onde a realidade aumentada vê apartamentos para comprar. O problema, não é a tecnologia, que em princípio é positiva e desejada. O grande problema estará na progressiva desmobilização dos nossos meios e defesas naturais e, sobretudo, na forma como será seleccionada a informação ou conteúdos a privilegiar na realidade aumentada. Se as pessoas passarem a escolher a sua casa desta forma, as casas que não aparecerem no programa, não existem. Tirania da tecnologia e dos melhor posicionados para tirar partido e controlar de alguma forma o que cada um de nós vai ver, valorizar, conhecer e escolher “livremente” através das muitas aplicações.

A confiança cega na tecnologia pode embaraçar-nos muito, e seria melhor que fosse pelo ridículo, que pela selecção alheia do que vamos vendo, lendo, opinando e falando por aí…

Alguns números de um estudo

A GravityTank realizou um estudo e chegou a algumas conclusões curiosas. Os estudos valem o que valem e as amostras, como neste caso, são sempre amostras. A análise de fenómenos como o da relação das pessoas com a tecnologia é muito complexa e difícil de delimitar. Contudo, avanço algumas linhas dos resultados.

Foram inquiridos 804 utilizadores de iPhone e Android G1, embora tenha havido um seguimento mais pormenorizado de uma vintena desse universo mais lato.

Relativamente ao uso, as pessoas gastam 2 horas/ dia nas apps dos seus telefones inteligentes. Esta contabilização exclui o uso do telefone para telefone propriamente dito, para e-mail e para SMS. São cerca de 30 as interacções diárias com o smartphone para consultar aplicações específicas. Cada pessoa tem em média 20 aplicações, sendo 25% dessas a pagar.

Consultadas sobre o que significa para si as App, ou seja, que associações fazem: 63% associa a divertimento; 50% a utilidade; 45% a interesse para monitorizar crianças; 46% a saúde.

Só 7% dos inquiridos acha que é uma moda, portanto, algo efémero que vai passar. Porque 54% admitem que as app mudaram a sua forma de pensar e 35% acham que mudaram a própria vida.

Uns significativos 53% consideram que as app estarão na base da promoção dos serviços e produtos que virão a consumir e a usar. Devo dizer que esta percentagem me surpreendeu, pois não esperava que a metade dos inquiridos tivesse consciência que o filtro do consumo pudesse vir a ser feito através destes dispositivos. A ideia que tenho do consumidor comum é a de que ele controla quando, onde e como comprar e não se deixa manipular.

Algumas aplicações do iPhone

No website da Apple, na secção das “Apps for iPhone”, a frase a jeito de slogan Apps for Everything dá claramente conta da diversidade estonteante de aplicações. Poder-se-iam criar categorias para todos os fins, classes, gerações, manias e taras, mas a empresa optou por simplesmente as arrumar em aplicações para trabalhar, para gerir a casa e o dia a dia, para as saídas e viagens e, por fim, mas não menos importante, para controlar os gastos e gerir o dinheiro.


Das muitas escolhas possíveis, fiz uma selecção de programas, que, admito, colocam a tónica no veraneio, mas é fruto da época.

Viagem

Para os organizadinhos, que gostam de ter tudo debaixo de controlo, mas também para aqueles que gostam sempre de saber a quantas andam, sem obsessões de maior, está disponível o FlightTrack (custo $4,99) que faz a monitorização em tempo real da viagem de avião – hora do voo, porta de embarque, bem como dados detalhados do avião, velocidade e altura. Informa ainda a pessoa de eventuais atrasos ou cancelamentos. O Mobile Glot dá uma mãozinha na comunicação, caso a língua do país destino não seja o forte. É um auxiliar de tradução em 6 línguas. Já no local, é possível saber onde comer, fazer compras, dormir ou divertir-se, graças ao Yelp. Além dos pontos de interesse, contém lista de opiniões e críticas quanto ao que se come, preços, serviço, etc. É preciso, porém, compreender que o sucesso desta aplicação depende da disponibilidade da informação acerca do local visitado ou no qual nos encontramos por motivos de trabalho.

Rede social

Para que o corte não seja radical, é possível manter-se conectado aos amigos no Facebook através do programa com o mesmo nome. Mas existe um sem número de widgets e aplicações relacionadas com as comunidades online.

Divertimento

Existem várias propostas de transformação do iPhone em instrumento preferido — guitarra, piano, e também ocarina. No caso da guitarra, PocketGuitar ($0,99) permite escolher a guitarra de eleição (acústica, eléctrica, clássica, baixo…), bem como realizar distorsões ou activar a função de coro. O Starmap ($11,99) é uma aplicação realizada por um astrónomo, que localiza constelações, planetas, e outros objectos no céu. É um verdadeiro planetário de bolso, que faz propostas de observação para cada noite como se de um profissional de tratasse.

Os adeptos do desporto podem conectar-se ao seu serviço preferido e seguir os campeonatos, provas ou canais noticiosos. Há para o Tour de France, a UEFA, os Lakers, etc. Mas para os que gostam de acção e quebrar uma ondas, existe o Surf Report. Nele, o praticante encontra as informações da altura das ondas, temperatura da água, maré. A aplicação lista centenas de praias em todo o mundo. Para uma actividade mais relaxada, há mais de 20 programas sobre Pilatos. O iPump Pilates ($1,99) é um deles e ajuda a manter a forma, mesmo no período de férias.

Todavia não se fique com a ideia que, no capítulo da saúde, só se coloca a tónica no físico. Vigiar o peso, o açúcar no sangue, a pressão arterial, a temperatura corporal, e até as caloridas consumidas, é possível com o kit Health Vitals Tracker.

Media

Os jornais, mesmo nos momentos mais letárgicos, podem marcar a sua presença. Além dos serviços genéricos de notícias, é possível subscrever o serviço noticioso do the New York Times.

Registo

Para assinalar cada momento, podemos rodear-nos de várias aplicações que complementam a função básica das fotos e vídeos proporcionadas pelo iPhone. Falo concretamente do Photogene ($2,99) que faz de imediato a edição das fotos, com já alguma complexidade (contrastes, recorte, passagem da foto a p&b, acréscimo de balões e comentários). O Audacity encarrega-se de gravar e editar ficheiros áudio. A captura faz-se de microfone, rádio.

O Shazam é um programa muito curioso. Vem em socorro daquelas situações em que temos a música debaixo da língua, mas não nos sai nem o título, nem o cantor. Ele reconhece a música e apresenta de imediato as informações relacionadas: título, capa do álbum, opiniões e, claro, a possibilidade de comprar a música no iTunes. Dizem os criadores que consegue reconhecer milhões de músicas e que surpreeende todos quantos o experimentam.

Gestão do dinheiro

Antes ou depois das férias, esta categoria fará todo o sentido. Há muitas ferramentas, mas destaco apenas o XpenseTracker ($4,99). De viagem de trabalho ou lazer, é importante registar as despesas diárias, ou porque se tem de apresentá-las para reembolso, ou porque é imperativo não gastar mais que o previamente orçamentado. Quando há lugar a reembolso, é possível fotografar os recibos e anexá-los às despesas como comprovativo.

Numa vertente mais do dia a dia, e sobretudo a pensar nos jovens, o Pennies ($2,99) revela-se ideal para gerir a mesada ou orçamento mensal. Existe um valor de entrada, cujo estado vai sendo vigiado. Um controlador indica graficamente se a pessoa está próxima ou não da zona vermelha.

Para a casa, o GroceryIQ ($0,99) mostra ser uma lista de mercearia de grande utilidade. É aquela lista que nunca se esquece, porque sempre nos acompanha. Além disso, permite a consulta do histórico e o envio a empresas que realizem entregas ao domicílio. Assim, a lista está sempre pronta a ser utilizada, quer pelo próprio, que realiza as compras, ou por quem lhe presta esse serviço. Muito oportuno.

A terminar, refiro a dificuldade em pesquisar na plataforma das apps da Apple. Tinha em mente alguns programas, sobre os quais li em tempos, mas já não os encontrei. Parece que as aplicações são muito rotativas e mudam de nome. A própria Apple coloca como salvaguarda que as aplicações disponibilizadas podem sofrer alterações ou sair da plataforma a qualquer altura. Os programas mais acessíveis são mesmo os que figuram na selecção da Apple debaixo da etiqueta “staff Picks”. A mesma volatilidade parece ocorrer com preços e demais informações.

“Some applications are not available in all areas. Application availability and pricing are subject to change.”